Patrocínio
Propagador das idéias de valorização da brasilidade divulgadas por Mário de Andrade e Heitor Villa-Lobos, o poeta, compositor e produtor Hermínio Bello de Carvalho sempre se ateve ao ofício de jogar luzes sobre obras e artistas esquecidos, reintegrando-os aos meios informativos, ao mesmo tempo em que projetava novos nomes. Sua trajetória implica rever trechos fundamentais da história cultural nacional nas últimas cinco décadas.
Preocupado com o registro, a documentação e a preservação da memória, ao longo de sua carreira, Hermínio montou um precioso arquivo particular. O projeto Acervo Hermínio Bello de Carvalho organizou, catalogou e digitalizou mais de 10 mil itens dessa coleção, entre arquivos de foto, áudio e texto, que agora tornam-se públicos e de acesso gratuito por meio deste website.O Acervo Hermínio Bello de Carvalho é um projeto estritamente cultural, sem quaisquer fins lucrativos, e que foi desenvolvido exclusivamente com recursos do Programa Petrobras Cultural, por meio da Lei Rouanet.

Observações:
• Todos os esforços foram feitos para determinar a origem das imagens aqui publicadas. Infelizmente, nem sempre foi possível. Teremos prazer em creditar as fontes prontamente, caso os autores se manifestem;
• Este website não permite o download de arquivos de áudio nele contidos.

Equipe do projeto:
Alexandre Pavan, Luiz Ribeiro, Luiz Boal, Tatiana Maciel, Jacira Berlinck e Marcela Banduk.

Sobre Hermínio Bello de Carvalho:

Poeta, produtor, diretor de espetáculos e cronista, Hermínio tem parcerias com inúmeros compositores: Cartola e Carlos Cachaça (Alvorada), Pixinguinha (Fala Baixinho, Isso é que é viver), Paulinho da Viola (Sei lá, Mangueira, Timoneiro), Elton Medeiros (Pressentimento), Maurício Tapajós (Mudando de Conversa), Chico Buarque (Chão de Esmeraldas), Baden Powell (Valha-me Deus), Dona Ivone Lara (Mas quem disse que eu mereço) e Zé Kéti (Cicatriz), além de ter letrado choros de Jacob do Bandolim (Doce de Coco, Noites Cariocas), a Estrada do Sertão, de João Pernambuco, e Senhora Rainha e o Prelúdio nº 3, de Villa-Lobos.
No campo da produção, destaca-se seu trabalho à frente do departamento de música na Fundação Nacional da Arte (Funarte), nas décadas de 1970/1980, quando criou os projetos Pixinguinha (com espetáculos nacionais a preços populares), Lúcio Rangel de Monografias (estimulando a bibliografia sobre MPB), Almirante (edição de discos alternativos), Radamés Gnattali (educação musical) e Ary Barroso (com o intuito de divulgar a música brasileira no exterior).
Em 1964, revelou o talento de Clementina de Jesus, cantora que, no ano seguinte, estrelaria o histórico musical Rosa de Ouro (também de Hermínio), dividindo o palco com Aracy Cortes e um conjunto de jovens sambistas – Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho e Anescarzinho do Salgueiro.
Contam-se às centenas os LPs e CDs que levam sua assinatura como produtor, com destaque para os trabalhos de Clementina de Jesus, Radamés Gnattali, Elizeth Cardoso, Isaura Garcia, Elza Soares, Marlene, João de Aquino, Zezé Gonzaga, Cristina Buarque, Jane Duboc, Dalva de Oliveira, Pixinguinha, Oswaldo Montenegro e Simone.
Mais recentemente, criou e dirigiu o espetáculo O Samba é Minha Nobreza, apresentado no Cine Odeon, no Rio, e colaborou intensamente com a criação do Instituto Jacob do Bandolim e da Escola Portátil de Música.
Em 2005, por conta de seus 70 anos, Hermínio Bello de Carvalho foi homenageado pelo Prêmio Rival-BR e teve a maior parte de sua obra discográfica reunida na caixa “Timoneiro” (Biscoito Fino), contendo cinco CDs. Além disso, editou sua antologia poética, intitulada “Embornal” (Martins Fontes). Atualmente, é membro do Conselho de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.